terça-feira, 24 de maio de 2011

A carta e o índio ... um cânon em nossa literatura!


A carta e o índio (VIANA, Franscisco. Adaptação de Altino Martinez).

Um fazendeiro incumbiu a um índio, ainda não de todo civilizado que fosse levar dez belas frutas a um amigo. Sobre elas colocou uma carta.
No caminho o índio teve vontade de comer uma das frutas. E não se conteve: comeu-a!
Ao receber o presente, o amigo do fazendeiro disse ao índio:
O amigo: - Você comeu uma das frutas?
O Índio: - Eu?
O Amigo: - Sim. Esta faltando uma.
O Índio: - Como é que o senhor sabe?
O Amigo: - Ora, essa! Pela carta.
O Narrador:
O Índio não tinha a menor idéia de como a gente pode registrar as idéias pela escrita, e desse modo transmiti-las aos outros.
Por isso, olhou com admiração a folha de papel que o outro lhe exibia e disse:O Índio: - Ah! Isso conta o que a gente faz?... Eu não sabia!
O Narrador: Uma semana depois, o índio foi de novo encarregado de levar um cesto de frutas ao mesmo homem. Levava também uma carta.
No meio do caminho, pousou a cesta no chão e, pegando na carta, disse:
O Índio: - Deixe estar, bicho mexeriqueiro, contador do que a gente faz! Agora você não há de ver o que vou fazer para contar aos outros!
O Narrador: Dito isto, sentou-se sobre o envelope.
Comeu três das frutas e atirou longe as cascas e os caroços.
Então, levantou-se, pôs a carta no lugar e continuou no caminho.
Mas coitado! Mal chega a casa do amigo do fazendeiro, o mesmo lhe pergunta:
O Amigo: - Então... estavam boas as frutas?
O Índio: – Não sei, não senhor!
O Amigo: - Como, não sabe?... Pois comeu três delas?
O Narrador: Vendo-se apanhado em falta, o índio muito sem jeito, confessou:
O Índio: - Comi, sim senhor. O Senhor me desculpe... Mas... eu só queria saber como foi que o senhor descobriu...
O Amigo: - E boa! Pela Carta!
O Índio: - Não pode ser, não senhor ! Esta brincando comigo, porque desta vez eu me sentei em cima dela e ela não viu nada...
O Narrador: O homem sorriu daquela simplicidade, e o índio pôs-se a pensar no caso. Embora não compreendendo tudo perfeitamente começou a perceber que os sinais escritos deviam servir para transmitir um recado.




sábado, 9 de abril de 2011

Promo�o Tic Tac Loucos por Canela

Promo�o Tic Tac Loucos por Canela: "Promo�o Loucos Por Canela. Acerte o tempo que o louco domin�leva para cair e concorra a R$100 mil! Participe www.tictac.com.br"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pegada Ecológica: vamos socializar?

Fórum - Vamos socializar nossas pegadas?*

A atividade de socialização das  marcas que deixamos no planeta através de nossas ações espertou-me interesse desde o título "Pegada Ecológica" e a justificativa do mesmo. De fato, imprimimos nossas marcas em tudo o que nos rodeias e principalmente no meio ambiente porque neste nem sequer notamos o quanto podemos estar agredindo apesar de acreditarmos esta agindo dentro do "politicamente correto".
Notadamente, quanto mais evoluimos mais degradamos. A sociedade tornou-se extremamente consumista contraditoriamente não preocupou-se, até o momento, em investir no processo de repação para tais perdas, nem criaram atitudes compensatórias, somente nos últimos anos tal pensamento tem tido efeito mais preciso, fato que demostra o pouco caso dado ao tema.
O teste proposto pela Pegada Ecológica pode ser uma ferramenta extremamente util para cristalizar tal fato, tanto para os individuos quanto para instituições privadas e públicas.
Eu, particularmente, fiquei ainda mais ciente das minhas falhas quanto a determinadas atitudes do meu fazer cotidiano, fazendo-me recordar da necessidade de rever e transformar o conhecimento em ação imediatamente.
Ou seja, não basta termos os conhecimentos sobre como evitar desperdícios e agressões ao meio ambiente mas ter a práxis diária para que possamos também servir de exemplo a aqueles que estão nosso redor e fazem parte das nossas relações interpessoais.
Uma das melhores formas de propagar tal concepção é trabalhar tais conteúdos dentro das unidades escolares em conjunto com a comunidade local, pois a resultante no entorno certamente permitirá causar efeito multiplicador via motivação concretra e positiva das ações.

Educação e Cybercultura

 
                    Lévy (2010) em Educação e Cybercultura traz a tona um dos mais enriquecedores debates sobre a transformação espaço-temporal da educação, do conhecimento e do saber em relação ao uso dos conhecimentos técnico-científico, destacando que qualquer analise que se pretenda séria deverá necessariamente passar pelo crivo desta relação prescrutando as transformações ocorridas paralelamente na sociedade.
                   Destaca o mesmo que dentre as mudanças facilmente notávies constam a velocidade do conhecimento, sejam eles de cunho técnicos, culturais e/ou administrativos, seguido da natureza do trabalho equivalente ao processo de apreensão, transmissão e produção de saberes (para alguns podendo ser ressaltados através dos quatro pilates da educação identificado por Celso Antunes (2001): saber fazer, saber ser, saber conhecer, saber aprender) para o desenvolvimento das competências de forma mais racional, criativa, prazerosa, desafiadora e em nada platônico interagindo com o ciberespaço notoriamente um mecanismo que se nivela ao desenvolvimento do processo cognitivo humano (mas tecnologia intelectual) e oportuniza novas formas de uso da informação e recursos podendo ser partilhado coletivamente por inúmeras pessoas potencializando e catalizando o processo de aquisição do saber, individual ou coletivo, sobretudo com o uso de softwares.
                   Tais saberes recebem a designação de saber-transição ou saber-fluxo, em verdade importa mais conhecermos o processo, a influência, transformações (reorganizações e ressignificações) que trazem em seu bojo e preconizam quebra de paradigmas da trilogia saber/educação/formação, enfatiza o currículo oculto dos sujeitos, ou seja, os percursos e competências dos sujeitos sociais que abrace o aprendizado aberto a distância (AAD) reforçando as relações societárias e solitárias sendo o educador além de mediador do processo de ensino aprendizagem, estimulador e articulador do (re)conhecimento do aprendizado. Preocupante, na outra ponta do processo, é a exclusão daqueles que não vivênciam esta comunicação viva, aberta, horizontal, dinâmica e fecunda.
                   Das características destacadas sublinha-se a dualidade entre as formas de perceber a aquisição do saber: o enciclopedista e o técnico-científico. Enquanto um é fechado e permanece em sua estrutura nodal os ditames mais conservadores, a outra é flutuante e dinâmico em aparente caos anarquico e recomeço filtrado cooperativamente e individualmente no ciberespaço sem, entretanto, perder suas nuançes essenciais – ser profuso, aberto, heterogênio, não-totálizavel.
                   Nota-se que na era do saber-fluxo os segmentos sociais, políticos e culturais encontram-se em zonas de pertencimentos muito móvies e sem limites em seus entornos, mas requer constante adaptação do móvel no imóvel exposto, concreto, metafísico, ao possibilitar a comunicação e integração via discurso dialógico explícito na escrito mediatizado pelas CTIs onde todos tendem a saciar as necessidades de conhecer e saber de forma global e coletiva.
                   Logo, a velocidade do surgimento e renovação das informações, dados e redes que se (re)criam, interconectam e ploriferam-se transversalmente complementa e retroalimenta a aparente anarquia cognitiva que promovem, contextualizando as condições sócio-educacionais e culturais. Ressalta-se que na educação o discurso de neutralidade não possui mais campo para atuar, nela nada existe que não traga uma intencionalidade nem deixe marcas impregnadas.
                   O processo de avaliação do saber tonifica a implantação de uma nova relação com o conhecimento e seus diferentes gêneros transportados pelas comunidades do ciberespaço e suas ferramentas. Neste sentido, concorda-se com o autor em analise quando esse afirma que “Conhecimentos, know-how, competências são hoje a principal fote de riqueza das empresas, das grandes metropóles, das nações”. (LEVY, 2010, p.20)
                   A passagem descrita a seguir revela claramente como instituições educacionais recorrem a esse novo mundo de conhecimento próprio da cibercultura:

A universidade apoia-se, pois, sobre a interconeção em tempo real da counidade cietífica, sua participação cooperativa nos eventos que lhe concernem, mas do que sobre a depreciação do evento singular que caracterizava a antiga universalidade das ciências exatas. (LEVY, 2010, p.09)

                   Ressalta-se que tal conhecimento cibercultural acontece via simulação[1], promoção da inteligência individual e coletiva, ascensão das tecnologias intelectuais, interações cognitivas operacionais importantes em todos os âmbitos representativos onde o homem atua.
                   Este, além de agente do processo interage com estratégias diferentes, atividades opcionais, exploram diferentes habilidades a fim de adequá-las a lógica que conduz o estímulo das comunicações a distância inserido no eixo da temática desenvolvida.
                   São cada vez maiores as demandas por formação profissional e contínua, onde as ferramentas utilizadas, sobretudo no ensino a distância, ganham destaques maiores em função da relação estrutura e custo-benefício. Corroboram para tal as transformações qualitivas/quatitativas exigidas pelo mercado e coligidas no ciberespaço (via conferências eletrônicas e hipermídia) transformando a rede de comunicações interativas reduzindo espaços entre a forma de ensino clássico e o aberto.
                   Uma das formas de implantar essa mudança para o aprendizado cooperativo de modo qualitativo, coletivo e abrangente é sendo assistido pelo computador, que mais rapidamente revertem os educadores e educandos em níveis horizontais no que tange ao constante aprender, sobressaindo-se no primeiro a função de incentivar a buscar e partilhar com o segundo as aquisições dos novos saberes, reduzindo custo e tempo e promovendo o saber coletivo. Conforme cita Lévy (2010, p.15):

O docente torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos dos quais se encarregou. Sua atividade terá como centro o acompanhamento e o gerenciamento dos aprendizados: incitação ao intercâmbio dos saberes, mediação relacional e simbólica, pilotagem personalizada dos percurss de aprendizado, etc.

                  
                   São três as perpectivas adotadas quanto às incidências das novas tecnologias na educação: como substituto dos educadores, como mero instrumento que vem auxiliar a aprendizagem junto aos educandos, como elemento de interação, questionamento reflexivo, estímulo ao desenvolvimento cognitivo e cultural da sociedade mundial e local. Tais ações poderão diluir paulatinamente as separações entre o saber de sala de aula físico e virtual, entendo que ambos são necessárias ao desenvolvimento das competências para o aprendizado, transmissão e produção do conhecimento num estreitamento continuum entre formação e experiência profissional e social, ensino e reconhecimento dos saberes, numa experimentação constante.
                   Todavia, o cerne da questão atualmente se encontra na instituicionalização dos saberes onde os atores principais seriam a educação, o poder público e os sujeitos sociais que passa pela validação de determinadas atividades sócio-econômicas e o ritmo de constituição dos cursos.
                   Assim, baseado nas analises referendadas acredita-se que o professor/tutor poderá exercer sua função com maior eficiência tomando como base, sobretudo, que o processo encontra-se situado no educando, a compreensão do novo cenário educacional; as novas formas de geração e disseminação dos conhecimentos e saberes; redefinição postural dos personagens educador-educando; ocorrência de maior interatividade entre educando/tutor, educando/educando sob as mais diversas formas de comunicação e uso dos cyberes (cultura e espaço); ritmo pautado pelo educando não se permitindo, porém, passar ao largo os paramêtros instituicionais; desenvolver indicadores de qualidade e regularizar a atividade com ocorrência de avaliação; conhecimentos sobre o processo de EAD ou AAD; as leis que regem a mesma e as dificuldades que permeiam-na. Enfim, saber atuar de forma pedagógica, social, gerencial e técnica efetuando reflexões constantes sobre seu papel enquanto incentivador/utilizador das novas formas de interação, linguagem e instrumentos on line.



REFERENCIA

LÉVY, P. Educação e cybercultura. A nova relação com o saber. EAD Virtual. 2010.
                  


[1]  Aqui compreendemos simulação segundos os parâmetros adotados por Levy (2010, p.11): experiência de pensamento capaz de efetuar um grande número de hipóteses.

sábado, 20 de novembro de 2010

Agenda Afirmativa: eventos comemorativos para o Mês da Consciência Negra em Salvador/BA, nos dias 20 e 21/11/2010



Agenda Afirmativa: eventos comemorativos para o Mês da Consciência Negra em Salvador/BA, nos dias 20 e 21/11/2010 (caso se interessem pela programação completa verificar pelo telefone 4009-2600 ou no site: http://www.reparaca.salvador.ba.gov.br)
20/11: 2ª Lavagem da Estatua de Zumbi: Praça da Sé, 14:30h.
20/11: Sarau de Músicas Evangelicas Negras: Liberdade, 17h
20/11: 10 Caminhada da Liberdade: Liberdade/Centro Histórico de Salvador, 16h
Marcha da CNEM, Campo Grande/Pelourinho, 16h

21/11: Feijoada de Ginga e Música de Gal do Beco: Praça das Artes, Pelourinho, 12h
21/11: 6ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, Eng. Velho da Federação/Dique do Tororó, 9h

sábado, 13 de novembro de 2010

ESCOLA SUSTENTÁVEL - CURSO UFOP


                   Pode-se aferir após leitura e análise do Texto Base de Introdução que a educação e a escola são referências na vida em sociedade, sendo estas detentoras de várias missões dentre as quais orientar acerca das mudanças socieambientais ocorridas nos últimos anos, pois perpassa por um processo de ressignificação quanto ao modo e qualidade de vida que temos e deveremos adotar atualmente.
                   Neste sentido, pautados no Plano Nacional sobre Mudança do Clima, nas Diretrizes Curriculares Gerais para Educação Básica e nos trabalhos efetuados por diversos estudiosos do tema dentre os quais Leonardo Boff e Edith Sizoo, nota-se maiores esforços na implementação da busca pela escola como espaço educador sustentável, tomando como elementos balizadores a relação entre espaço escolar, currículo, gestão escolar, comunidade e sustentabilidade.
                   Acredita-se que atráves desta ação possamos todos compreender melhor e assim atuar melhor sobre/com o meio tendo como retorno melhor qualidade de vida e um meio ambiente muito mais saudável.