CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Relações raciais e subjetividade de crianças são temas de dissertação
A mestranda Marília Carvalho Soares defende nesta sexta (19), às 14h, no CEAO, a dissertação intitulada "Relações raciais e subjetividade de crianças em uma escola particular na cidade de Salvador” pelo Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos (POSAFRO) da Universidade Federal da Bahia.
A banca examinadora é composta pelas professoras Paula Cristina da Silva Barreto (orientadora/UFBa), Angela Figueiredo (UFRB) e Mary Castro (UCSal).
|Serviço|
Defesa de Dissertação de Mestrado
Quando: 19 de agosto (sexta-feira), às 14h.
Onde: Auditório Milton Santos (CEAO), Largo Dois de Julho.
Mais informações: (71) 3283-5508
CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br
Neste blog o visitante encontrará temas referentes a vários campos do saber. Violar Direitos Autorais é crime de acordo com a lei 9610/98. O crime é estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal. Não copie nenhum dos artigos ou poemas daqui, ou parte deles, sem dar os devidos créditos da autoria e sem colocar o link da postagem. Sempre grata a tod@s os seguidores e visitantes!
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
MINICURSO NO CEAO
CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Democracia, Estado e Tradição na Guiné Bissau
Minicurso proposto pelo Programa Fábrica de Idéias, com recursos do PROAP/Capes do Posafro e do Programa Pró-África do CNPq.
Prof. Dr. Mamadu Jau (Diretor do INEP, Bissau)
Local: Auditório Milton Santos, CEAO (FFCH-UFBA), Largo Dois de Julho s/n
Horários: terça dia 16/8, quarta dia 17/8 e sexta dia 19/8 de 17 a 20h – 9 horas aulas em total.
A literatura está online ou na fotocopiadora do lado do CEAO.
Tema I. A transição democrática na Guiné-Bissau: balanço e perspectivas
1. Koudawo, F. & Mendy, P.K., coordenação (1996) Pluralismo político na Guiné-Bissau, uma transição em curso, Bissau, INEP
2. Augel, J. & Cardoso, C. (1996) Transição democrática na Guiné-Bissau e outros ensaios, Bissau, INEP.
3. Koudawo, F. (2000) Cabo Verde Guiné-Bissau, Da democracia revolucionária a democracia liberal, Bissau, INEP.
4. Ki-Zerbo, J. (2006) Para quando África, entrevista de Réne Holenstein, Bissau, Kusi Mon Editora, pp. 11-20 e 63-86.
5. Mafeje, A. (1995) « Théorie de la démocratie et discours africain : « cassons la croûte, mes compagnons de voyage » in : Processus de démocratisation en Afrique Problèmes et Perspectives, sous direction de Eshetu Chole et Jibrin Ibrahim, Paris, Karthala, pp. 1-25.
6. Weber, M. (2000) A Política como Profissão, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.
7. Bayart, J-F (2006) L´État en Afrique, La Politique du ventre, Paris, fayad (préface)
8. Mayor, F. (2001) "Desenvolvimento endógeno e governação democrática”, in: Globalização, Desenvolvimento e Equidade, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 89-97.
Tema II. O Estado e o Poder Tradicional na Guiné-Bissau: reconhecimento de conveniência
1. Jao, M. (1996) "Os poderes "tradicionais” no período de transição”, in: Koudawo, F. & Mendy, P.K. Pluralismo Político na Guiné-Bissau, uma transição em curso, Bissau, INEP, pp. 121-133.
2. Mendes Fernandes, R. (1993) Partido único e poderes tradicionais, in: Soronda, Revista de Estudos Guineenses, nº 16, primeira série, Bissau, INEP, pp. (disponível no site: inep-bissau.com.
3. Carvalho, C. (s.d.) A Legitimidade da palavra (comunicação)
4. Matos F. (2009) O Poder local em Moçambique, descentralização, pluralismo jurídico e legitimação, Porto, Editora Afrontamento.
Tema III. Identidade e conflito em contextos de multiculturalidade: Sector de Bula (Norte da Guiné-Bissau)
1. Wieviorka, M. (2002) A Diferença, Lisboa, Fenda, pp. 101-125.
2. Identidade /Diferença, in: Enciclopédia Einaudi, vol. 10., Lisboa, Imprensa Nacional -Casa da Moeda, 1995, pp. 11-44.
3. Etnocentrismo, in: Enciclopédia Einaudi, vol. 10., Lisboa, Imprensa Nacional -Casa da Moeda, 1995, pp. 136-151.
4. Da Silva, M.J. A. & Lima Brandim, M.J. (2008) Multiculturalismo e educação: em defesa da diversidade, in: Diversa: Ano I, nº 1, pp.51-66
(in: www.fit.br/homem/link/texto/multiculturalismo.pdf).
5. Da Silva, T.T., A produção social da identidade e da diferença (in: htt://ead.uca.br/orientador/turmat/Acervo/web-F/web-h)
Informações com a secretária da Fábrica de Idéias – tel . 33226813.
CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br
Democracia, Estado e Tradição na Guiné Bissau
Minicurso proposto pelo Programa Fábrica de Idéias, com recursos do PROAP/Capes do Posafro e do Programa Pró-África do CNPq.
Prof. Dr. Mamadu Jau (Diretor do INEP, Bissau)
Local: Auditório Milton Santos, CEAO (FFCH-UFBA), Largo Dois de Julho s/n
Horários: terça dia 16/8, quarta dia 17/8 e sexta dia 19/8 de 17 a 20h – 9 horas aulas em total.
A literatura está online ou na fotocopiadora do lado do CEAO.
Tema I. A transição democrática na Guiné-Bissau: balanço e perspectivas
1. Koudawo, F. & Mendy, P.K., coordenação (1996) Pluralismo político na Guiné-Bissau, uma transição em curso, Bissau, INEP
2. Augel, J. & Cardoso, C. (1996) Transição democrática na Guiné-Bissau e outros ensaios, Bissau, INEP.
3. Koudawo, F. (2000) Cabo Verde Guiné-Bissau, Da democracia revolucionária a democracia liberal, Bissau, INEP.
4. Ki-Zerbo, J. (2006) Para quando África, entrevista de Réne Holenstein, Bissau, Kusi Mon Editora, pp. 11-20 e 63-86.
5. Mafeje, A. (1995) « Théorie de la démocratie et discours africain : « cassons la croûte, mes compagnons de voyage » in : Processus de démocratisation en Afrique Problèmes et Perspectives, sous direction de Eshetu Chole et Jibrin Ibrahim, Paris, Karthala, pp. 1-25.
6. Weber, M. (2000) A Política como Profissão, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.
7. Bayart, J-F (2006) L´État en Afrique, La Politique du ventre, Paris, fayad (préface)
8. Mayor, F. (2001) "Desenvolvimento endógeno e governação democrática”, in: Globalização, Desenvolvimento e Equidade, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 89-97.
Tema II. O Estado e o Poder Tradicional na Guiné-Bissau: reconhecimento de conveniência
1. Jao, M. (1996) "Os poderes "tradicionais” no período de transição”, in: Koudawo, F. & Mendy, P.K. Pluralismo Político na Guiné-Bissau, uma transição em curso, Bissau, INEP, pp. 121-133.
2. Mendes Fernandes, R. (1993) Partido único e poderes tradicionais, in: Soronda, Revista de Estudos Guineenses, nº 16, primeira série, Bissau, INEP, pp. (disponível no site: inep-bissau.com.
3. Carvalho, C. (s.d.) A Legitimidade da palavra (comunicação)
4. Matos F. (2009) O Poder local em Moçambique, descentralização, pluralismo jurídico e legitimação, Porto, Editora Afrontamento.
Tema III. Identidade e conflito em contextos de multiculturalidade: Sector de Bula (Norte da Guiné-Bissau)
1. Wieviorka, M. (2002) A Diferença, Lisboa, Fenda, pp. 101-125.
2. Identidade /Diferença, in: Enciclopédia Einaudi, vol. 10., Lisboa, Imprensa Nacional -Casa da Moeda, 1995, pp. 11-44.
3. Etnocentrismo, in: Enciclopédia Einaudi, vol. 10., Lisboa, Imprensa Nacional -Casa da Moeda, 1995, pp. 136-151.
4. Da Silva, M.J. A. & Lima Brandim, M.J. (2008) Multiculturalismo e educação: em defesa da diversidade, in: Diversa: Ano I, nº 1, pp.51-66
(in: www.fit.br/homem/link/texto/multiculturalismo.pdf).
5. Da Silva, T.T., A produção social da identidade e da diferença (in: htt://ead.uca.br/orientador/turmat/Acervo/web-F/web-h)
Informações com a secretária da Fábrica de Idéias – tel . 33226813.
CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br
terça-feira, 24 de maio de 2011
A carta e o índio ... um cânon em nossa literatura!
A carta e o índio (VIANA, Franscisco. Adaptação de Altino Martinez).
Um fazendeiro incumbiu a um índio, ainda não de todo civilizado que fosse levar dez belas frutas a um amigo. Sobre elas colocou uma carta.
No caminho o índio teve vontade de comer uma das frutas. E não se conteve: comeu-a!
Ao receber o presente, o amigo do fazendeiro disse ao índio:
O amigo: - Você comeu uma das frutas?
O Índio: - Eu?
O Amigo: - Sim. Esta faltando uma.
O Índio: - Como é que o senhor sabe?
O Amigo: - Ora, essa! Pela carta.
O Narrador:
O Índio não tinha a menor idéia de como a gente pode registrar as idéias pela escrita, e desse modo transmiti-las aos outros.
Por isso, olhou com admiração a folha de papel que o outro lhe exibia e disse:O Índio: - Ah! Isso conta o que a gente faz?... Eu não sabia!
O Narrador: Uma semana depois, o índio foi de novo encarregado de levar um cesto de frutas ao mesmo homem. Levava também uma carta.
No meio do caminho, pousou a cesta no chão e, pegando na carta, disse:
O Índio: - Deixe estar, bicho mexeriqueiro, contador do que a gente faz! Agora você não há de ver o que vou fazer para contar aos outros!
O Narrador: Dito isto, sentou-se sobre o envelope.
Comeu três das frutas e atirou longe as cascas e os caroços.
Então, levantou-se, pôs a carta no lugar e continuou no caminho.
Mas coitado! Mal chega a casa do amigo do fazendeiro, o mesmo lhe pergunta:
O Amigo: - Então... estavam boas as frutas?
O Índio: – Não sei, não senhor!
O Amigo: - Como, não sabe?... Pois comeu três delas?
O Narrador: Vendo-se apanhado em falta, o índio muito sem jeito, confessou:
O Índio: - Comi, sim senhor. O Senhor me desculpe... Mas... eu só queria saber como foi que o senhor descobriu...
O Amigo: - E boa! Pela Carta!
O Índio: - Não pode ser, não senhor ! Esta brincando comigo, porque desta vez eu me sentei em cima dela e ela não viu nada...
O Narrador: O homem sorriu daquela simplicidade, e o índio pôs-se a pensar no caso. Embora não compreendendo tudo perfeitamente começou a perceber que os sinais escritos deviam servir para transmitir um recado.
No caminho o índio teve vontade de comer uma das frutas. E não se conteve: comeu-a!
Ao receber o presente, o amigo do fazendeiro disse ao índio:
O amigo: - Você comeu uma das frutas?
O Índio: - Eu?
O Amigo: - Sim. Esta faltando uma.
O Índio: - Como é que o senhor sabe?
O Amigo: - Ora, essa! Pela carta.
O Narrador:
O Índio não tinha a menor idéia de como a gente pode registrar as idéias pela escrita, e desse modo transmiti-las aos outros.
Por isso, olhou com admiração a folha de papel que o outro lhe exibia e disse:O Índio: - Ah! Isso conta o que a gente faz?... Eu não sabia!
O Narrador: Uma semana depois, o índio foi de novo encarregado de levar um cesto de frutas ao mesmo homem. Levava também uma carta.
No meio do caminho, pousou a cesta no chão e, pegando na carta, disse:
O Índio: - Deixe estar, bicho mexeriqueiro, contador do que a gente faz! Agora você não há de ver o que vou fazer para contar aos outros!
O Narrador: Dito isto, sentou-se sobre o envelope.
Comeu três das frutas e atirou longe as cascas e os caroços.
Então, levantou-se, pôs a carta no lugar e continuou no caminho.
Mas coitado! Mal chega a casa do amigo do fazendeiro, o mesmo lhe pergunta:
O Amigo: - Então... estavam boas as frutas?
O Índio: – Não sei, não senhor!
O Amigo: - Como, não sabe?... Pois comeu três delas?
O Narrador: Vendo-se apanhado em falta, o índio muito sem jeito, confessou:
O Índio: - Comi, sim senhor. O Senhor me desculpe... Mas... eu só queria saber como foi que o senhor descobriu...
O Amigo: - E boa! Pela Carta!
O Índio: - Não pode ser, não senhor ! Esta brincando comigo, porque desta vez eu me sentei em cima dela e ela não viu nada...
O Narrador: O homem sorriu daquela simplicidade, e o índio pôs-se a pensar no caso. Embora não compreendendo tudo perfeitamente começou a perceber que os sinais escritos deviam servir para transmitir um recado.
sábado, 9 de abril de 2011
Promo�o Tic Tac Loucos por Canela
Promo�o Tic Tac Loucos por Canela: "Promo�o Loucos Por Canela. Acerte o tempo que o louco domin�leva para cair e concorra a R$100 mil! Participe www.tictac.com.br"
segunda-feira, 14 de março de 2011
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Pegada Ecológica: vamos socializar?
Fórum - Vamos socializar nossas pegadas?*
A atividade de socialização das marcas que deixamos no planeta através de nossas ações espertou-me interesse desde o título "Pegada Ecológica" e a justificativa do mesmo. De fato, imprimimos nossas marcas em tudo o que nos rodeias e principalmente no meio ambiente porque neste nem sequer notamos o quanto podemos estar agredindo apesar de acreditarmos esta agindo dentro do "politicamente correto".
Notadamente, quanto mais evoluimos mais degradamos. A sociedade tornou-se extremamente consumista contraditoriamente não preocupou-se, até o momento, em investir no processo de repação para tais perdas, nem criaram atitudes compensatórias, somente nos últimos anos tal pensamento tem tido efeito mais preciso, fato que demostra o pouco caso dado ao tema.
O teste proposto pela Pegada Ecológica pode ser uma ferramenta extremamente util para cristalizar tal fato, tanto para os individuos quanto para instituições privadas e públicas.
Eu, particularmente, fiquei ainda mais ciente das minhas falhas quanto a determinadas atitudes do meu fazer cotidiano, fazendo-me recordar da necessidade de rever e transformar o conhecimento em ação imediatamente.
Ou seja, não basta termos os conhecimentos sobre como evitar desperdícios e agressões ao meio ambiente mas ter a práxis diária para que possamos também servir de exemplo a aqueles que estão nosso redor e fazem parte das nossas relações interpessoais.
Uma das melhores formas de propagar tal concepção é trabalhar tais conteúdos dentro das unidades escolares em conjunto com a comunidade local, pois a resultante no entorno certamente permitirá causar efeito multiplicador via motivação concretra e positiva das ações.
Notadamente, quanto mais evoluimos mais degradamos. A sociedade tornou-se extremamente consumista contraditoriamente não preocupou-se, até o momento, em investir no processo de repação para tais perdas, nem criaram atitudes compensatórias, somente nos últimos anos tal pensamento tem tido efeito mais preciso, fato que demostra o pouco caso dado ao tema.
O teste proposto pela Pegada Ecológica pode ser uma ferramenta extremamente util para cristalizar tal fato, tanto para os individuos quanto para instituições privadas e públicas.
Eu, particularmente, fiquei ainda mais ciente das minhas falhas quanto a determinadas atitudes do meu fazer cotidiano, fazendo-me recordar da necessidade de rever e transformar o conhecimento em ação imediatamente.
Ou seja, não basta termos os conhecimentos sobre como evitar desperdícios e agressões ao meio ambiente mas ter a práxis diária para que possamos também servir de exemplo a aqueles que estão nosso redor e fazem parte das nossas relações interpessoais.
Uma das melhores formas de propagar tal concepção é trabalhar tais conteúdos dentro das unidades escolares em conjunto com a comunidade local, pois a resultante no entorno certamente permitirá causar efeito multiplicador via motivação concretra e positiva das ações.
* Noly Oliveira. (Texto postado para o curso: Escolas Sustentáveis e Com-Vida - Euclides da Cunha BA / Turma Sol - UFOP 13/11/2010.)
Educação e Cybercultura
Lévy (2010) em Educação e Cybercultura traz a tona um dos mais enriquecedores debates sobre a transformação espaço-temporal da educação, do conhecimento e do saber em relação ao uso dos conhecimentos técnico-científico, destacando que qualquer analise que se pretenda séria deverá necessariamente passar pelo crivo desta relação prescrutando as transformações ocorridas paralelamente na sociedade.
Destaca o mesmo que dentre as mudanças facilmente notávies constam a velocidade do conhecimento, sejam eles de cunho técnicos, culturais e/ou administrativos, seguido da natureza do trabalho equivalente ao processo de apreensão, transmissão e produção de saberes (para alguns podendo ser ressaltados através dos quatro pilates da educação identificado por Celso Antunes (2001): saber fazer, saber ser, saber conhecer, saber aprender) para o desenvolvimento das competências de forma mais racional, criativa, prazerosa, desafiadora e em nada platônico interagindo com o ciberespaço notoriamente um mecanismo que se nivela ao desenvolvimento do processo cognitivo humano (mas tecnologia intelectual) e oportuniza novas formas de uso da informação e recursos podendo ser partilhado coletivamente por inúmeras pessoas potencializando e catalizando o processo de aquisição do saber, individual ou coletivo, sobretudo com o uso de softwares.
Tais saberes recebem a designação de saber-transição ou saber-fluxo, em verdade importa mais conhecermos o processo, a influência, transformações (reorganizações e ressignificações) que trazem em seu bojo e preconizam quebra de paradigmas da trilogia saber/educação/formação, enfatiza o currículo oculto dos sujeitos, ou seja, os percursos e competências dos sujeitos sociais que abrace o aprendizado aberto a distância (AAD) reforçando as relações societárias e solitárias sendo o educador além de mediador do processo de ensino aprendizagem, estimulador e articulador do (re)conhecimento do aprendizado. Preocupante, na outra ponta do processo, é a exclusão daqueles que não vivênciam esta comunicação viva, aberta, horizontal, dinâmica e fecunda.
Das características destacadas sublinha-se a dualidade entre as formas de perceber a aquisição do saber: o enciclopedista e o técnico-científico. Enquanto um é fechado e permanece em sua estrutura nodal os ditames mais conservadores, a outra é flutuante e dinâmico em aparente caos anarquico e recomeço filtrado cooperativamente e individualmente no ciberespaço sem, entretanto, perder suas nuançes essenciais – ser profuso, aberto, heterogênio, não-totálizavel.
Nota-se que na era do saber-fluxo os segmentos sociais, políticos e culturais encontram-se em zonas de pertencimentos muito móvies e sem limites em seus entornos, mas requer constante adaptação do móvel no imóvel exposto, concreto, metafísico, ao possibilitar a comunicação e integração via discurso dialógico explícito na escrito mediatizado pelas CTIs onde todos tendem a saciar as necessidades de conhecer e saber de forma global e coletiva.
Logo, a velocidade do surgimento e renovação das informações, dados e redes que se (re)criam, interconectam e ploriferam-se transversalmente complementa e retroalimenta a aparente anarquia cognitiva que promovem, contextualizando as condições sócio-educacionais e culturais. Ressalta-se que na educação o discurso de neutralidade não possui mais campo para atuar, nela nada existe que não traga uma intencionalidade nem deixe marcas impregnadas.
O processo de avaliação do saber tonifica a implantação de uma nova relação com o conhecimento e seus diferentes gêneros transportados pelas comunidades do ciberespaço e suas ferramentas. Neste sentido, concorda-se com o autor em analise quando esse afirma que “Conhecimentos, know-how, competências são hoje a principal fote de riqueza das empresas, das grandes metropóles, das nações”. (LEVY, 2010, p.20)
A passagem descrita a seguir revela claramente como instituições educacionais recorrem a esse novo mundo de conhecimento próprio da cibercultura:
A universidade apoia-se, pois, sobre a interconeção em tempo real da counidade cietífica, sua participação cooperativa nos eventos que lhe concernem, mas do que sobre a depreciação do evento singular que caracterizava a antiga universalidade das ciências exatas. (LEVY, 2010, p.09)
Ressalta-se que tal conhecimento cibercultural acontece via simulação[1], promoção da inteligência individual e coletiva, ascensão das tecnologias intelectuais, interações cognitivas operacionais importantes em todos os âmbitos representativos onde o homem atua.
Este, além de agente do processo interage com estratégias diferentes, atividades opcionais, exploram diferentes habilidades a fim de adequá-las a lógica que conduz o estímulo das comunicações a distância inserido no eixo da temática desenvolvida.
São cada vez maiores as demandas por formação profissional e contínua, onde as ferramentas utilizadas, sobretudo no ensino a distância, ganham destaques maiores em função da relação estrutura e custo-benefício. Corroboram para tal as transformações qualitivas/quatitativas exigidas pelo mercado e coligidas no ciberespaço (via conferências eletrônicas e hipermídia) transformando a rede de comunicações interativas reduzindo espaços entre a forma de ensino clássico e o aberto.
Uma das formas de implantar essa mudança para o aprendizado cooperativo de modo qualitativo, coletivo e abrangente é sendo assistido pelo computador, que mais rapidamente revertem os educadores e educandos em níveis horizontais no que tange ao constante aprender, sobressaindo-se no primeiro a função de incentivar a buscar e partilhar com o segundo as aquisições dos novos saberes, reduzindo custo e tempo e promovendo o saber coletivo. Conforme cita Lévy (2010, p.15):
O docente torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos dos quais se encarregou. Sua atividade terá como centro o acompanhamento e o gerenciamento dos aprendizados: incitação ao intercâmbio dos saberes, mediação relacional e simbólica, pilotagem personalizada dos percurss de aprendizado, etc.
São três as perpectivas adotadas quanto às incidências das novas tecnologias na educação: como substituto dos educadores, como mero instrumento que vem auxiliar a aprendizagem junto aos educandos, como elemento de interação, questionamento reflexivo, estímulo ao desenvolvimento cognitivo e cultural da sociedade mundial e local. Tais ações poderão diluir paulatinamente as separações entre o saber de sala de aula físico e virtual, entendo que ambos são necessárias ao desenvolvimento das competências para o aprendizado, transmissão e produção do conhecimento num estreitamento continuum entre formação e experiência profissional e social, ensino e reconhecimento dos saberes, numa experimentação constante.
Todavia, o cerne da questão atualmente se encontra na instituicionalização dos saberes onde os atores principais seriam a educação, o poder público e os sujeitos sociais que passa pela validação de determinadas atividades sócio-econômicas e o ritmo de constituição dos cursos.
Assim, baseado nas analises referendadas acredita-se que o professor/tutor poderá exercer sua função com maior eficiência tomando como base, sobretudo, que o processo encontra-se situado no educando, a compreensão do novo cenário educacional; as novas formas de geração e disseminação dos conhecimentos e saberes; redefinição postural dos personagens educador-educando; ocorrência de maior interatividade entre educando/tutor, educando/educando sob as mais diversas formas de comunicação e uso dos cyberes (cultura e espaço); ritmo pautado pelo educando não se permitindo, porém, passar ao largo os paramêtros instituicionais; desenvolver indicadores de qualidade e regularizar a atividade com ocorrência de avaliação; conhecimentos sobre o processo de EAD ou AAD; as leis que regem a mesma e as dificuldades que permeiam-na. Enfim, saber atuar de forma pedagógica, social, gerencial e técnica efetuando reflexões constantes sobre seu papel enquanto incentivador/utilizador das novas formas de interação, linguagem e instrumentos on line.
REFERENCIA
LÉVY, P. Educação e cybercultura. A nova relação com o saber. EAD Virtual. 2010.
[1] Aqui compreendemos simulação segundos os parâmetros adotados por Levy (2010, p.11): experiência de pensamento capaz de efetuar um grande número de hipóteses.
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