segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Educação e Cybercultura

 
                    Lévy (2010) em Educação e Cybercultura traz a tona um dos mais enriquecedores debates sobre a transformação espaço-temporal da educação, do conhecimento e do saber em relação ao uso dos conhecimentos técnico-científico, destacando que qualquer analise que se pretenda séria deverá necessariamente passar pelo crivo desta relação prescrutando as transformações ocorridas paralelamente na sociedade.
                   Destaca o mesmo que dentre as mudanças facilmente notávies constam a velocidade do conhecimento, sejam eles de cunho técnicos, culturais e/ou administrativos, seguido da natureza do trabalho equivalente ao processo de apreensão, transmissão e produção de saberes (para alguns podendo ser ressaltados através dos quatro pilates da educação identificado por Celso Antunes (2001): saber fazer, saber ser, saber conhecer, saber aprender) para o desenvolvimento das competências de forma mais racional, criativa, prazerosa, desafiadora e em nada platônico interagindo com o ciberespaço notoriamente um mecanismo que se nivela ao desenvolvimento do processo cognitivo humano (mas tecnologia intelectual) e oportuniza novas formas de uso da informação e recursos podendo ser partilhado coletivamente por inúmeras pessoas potencializando e catalizando o processo de aquisição do saber, individual ou coletivo, sobretudo com o uso de softwares.
                   Tais saberes recebem a designação de saber-transição ou saber-fluxo, em verdade importa mais conhecermos o processo, a influência, transformações (reorganizações e ressignificações) que trazem em seu bojo e preconizam quebra de paradigmas da trilogia saber/educação/formação, enfatiza o currículo oculto dos sujeitos, ou seja, os percursos e competências dos sujeitos sociais que abrace o aprendizado aberto a distância (AAD) reforçando as relações societárias e solitárias sendo o educador além de mediador do processo de ensino aprendizagem, estimulador e articulador do (re)conhecimento do aprendizado. Preocupante, na outra ponta do processo, é a exclusão daqueles que não vivênciam esta comunicação viva, aberta, horizontal, dinâmica e fecunda.
                   Das características destacadas sublinha-se a dualidade entre as formas de perceber a aquisição do saber: o enciclopedista e o técnico-científico. Enquanto um é fechado e permanece em sua estrutura nodal os ditames mais conservadores, a outra é flutuante e dinâmico em aparente caos anarquico e recomeço filtrado cooperativamente e individualmente no ciberespaço sem, entretanto, perder suas nuançes essenciais – ser profuso, aberto, heterogênio, não-totálizavel.
                   Nota-se que na era do saber-fluxo os segmentos sociais, políticos e culturais encontram-se em zonas de pertencimentos muito móvies e sem limites em seus entornos, mas requer constante adaptação do móvel no imóvel exposto, concreto, metafísico, ao possibilitar a comunicação e integração via discurso dialógico explícito na escrito mediatizado pelas CTIs onde todos tendem a saciar as necessidades de conhecer e saber de forma global e coletiva.
                   Logo, a velocidade do surgimento e renovação das informações, dados e redes que se (re)criam, interconectam e ploriferam-se transversalmente complementa e retroalimenta a aparente anarquia cognitiva que promovem, contextualizando as condições sócio-educacionais e culturais. Ressalta-se que na educação o discurso de neutralidade não possui mais campo para atuar, nela nada existe que não traga uma intencionalidade nem deixe marcas impregnadas.
                   O processo de avaliação do saber tonifica a implantação de uma nova relação com o conhecimento e seus diferentes gêneros transportados pelas comunidades do ciberespaço e suas ferramentas. Neste sentido, concorda-se com o autor em analise quando esse afirma que “Conhecimentos, know-how, competências são hoje a principal fote de riqueza das empresas, das grandes metropóles, das nações”. (LEVY, 2010, p.20)
                   A passagem descrita a seguir revela claramente como instituições educacionais recorrem a esse novo mundo de conhecimento próprio da cibercultura:

A universidade apoia-se, pois, sobre a interconeção em tempo real da counidade cietífica, sua participação cooperativa nos eventos que lhe concernem, mas do que sobre a depreciação do evento singular que caracterizava a antiga universalidade das ciências exatas. (LEVY, 2010, p.09)

                   Ressalta-se que tal conhecimento cibercultural acontece via simulação[1], promoção da inteligência individual e coletiva, ascensão das tecnologias intelectuais, interações cognitivas operacionais importantes em todos os âmbitos representativos onde o homem atua.
                   Este, além de agente do processo interage com estratégias diferentes, atividades opcionais, exploram diferentes habilidades a fim de adequá-las a lógica que conduz o estímulo das comunicações a distância inserido no eixo da temática desenvolvida.
                   São cada vez maiores as demandas por formação profissional e contínua, onde as ferramentas utilizadas, sobretudo no ensino a distância, ganham destaques maiores em função da relação estrutura e custo-benefício. Corroboram para tal as transformações qualitivas/quatitativas exigidas pelo mercado e coligidas no ciberespaço (via conferências eletrônicas e hipermídia) transformando a rede de comunicações interativas reduzindo espaços entre a forma de ensino clássico e o aberto.
                   Uma das formas de implantar essa mudança para o aprendizado cooperativo de modo qualitativo, coletivo e abrangente é sendo assistido pelo computador, que mais rapidamente revertem os educadores e educandos em níveis horizontais no que tange ao constante aprender, sobressaindo-se no primeiro a função de incentivar a buscar e partilhar com o segundo as aquisições dos novos saberes, reduzindo custo e tempo e promovendo o saber coletivo. Conforme cita Lévy (2010, p.15):

O docente torna-se um animador da inteligência coletiva dos grupos dos quais se encarregou. Sua atividade terá como centro o acompanhamento e o gerenciamento dos aprendizados: incitação ao intercâmbio dos saberes, mediação relacional e simbólica, pilotagem personalizada dos percurss de aprendizado, etc.

                  
                   São três as perpectivas adotadas quanto às incidências das novas tecnologias na educação: como substituto dos educadores, como mero instrumento que vem auxiliar a aprendizagem junto aos educandos, como elemento de interação, questionamento reflexivo, estímulo ao desenvolvimento cognitivo e cultural da sociedade mundial e local. Tais ações poderão diluir paulatinamente as separações entre o saber de sala de aula físico e virtual, entendo que ambos são necessárias ao desenvolvimento das competências para o aprendizado, transmissão e produção do conhecimento num estreitamento continuum entre formação e experiência profissional e social, ensino e reconhecimento dos saberes, numa experimentação constante.
                   Todavia, o cerne da questão atualmente se encontra na instituicionalização dos saberes onde os atores principais seriam a educação, o poder público e os sujeitos sociais que passa pela validação de determinadas atividades sócio-econômicas e o ritmo de constituição dos cursos.
                   Assim, baseado nas analises referendadas acredita-se que o professor/tutor poderá exercer sua função com maior eficiência tomando como base, sobretudo, que o processo encontra-se situado no educando, a compreensão do novo cenário educacional; as novas formas de geração e disseminação dos conhecimentos e saberes; redefinição postural dos personagens educador-educando; ocorrência de maior interatividade entre educando/tutor, educando/educando sob as mais diversas formas de comunicação e uso dos cyberes (cultura e espaço); ritmo pautado pelo educando não se permitindo, porém, passar ao largo os paramêtros instituicionais; desenvolver indicadores de qualidade e regularizar a atividade com ocorrência de avaliação; conhecimentos sobre o processo de EAD ou AAD; as leis que regem a mesma e as dificuldades que permeiam-na. Enfim, saber atuar de forma pedagógica, social, gerencial e técnica efetuando reflexões constantes sobre seu papel enquanto incentivador/utilizador das novas formas de interação, linguagem e instrumentos on line.



REFERENCIA

LÉVY, P. Educação e cybercultura. A nova relação com o saber. EAD Virtual. 2010.
                  


[1]  Aqui compreendemos simulação segundos os parâmetros adotados por Levy (2010, p.11): experiência de pensamento capaz de efetuar um grande número de hipóteses.

sábado, 20 de novembro de 2010

Agenda Afirmativa: eventos comemorativos para o Mês da Consciência Negra em Salvador/BA, nos dias 20 e 21/11/2010



Agenda Afirmativa: eventos comemorativos para o Mês da Consciência Negra em Salvador/BA, nos dias 20 e 21/11/2010 (caso se interessem pela programação completa verificar pelo telefone 4009-2600 ou no site: http://www.reparaca.salvador.ba.gov.br)
20/11: 2ª Lavagem da Estatua de Zumbi: Praça da Sé, 14:30h.
20/11: Sarau de Músicas Evangelicas Negras: Liberdade, 17h
20/11: 10 Caminhada da Liberdade: Liberdade/Centro Histórico de Salvador, 16h
Marcha da CNEM, Campo Grande/Pelourinho, 16h

21/11: Feijoada de Ginga e Música de Gal do Beco: Praça das Artes, Pelourinho, 12h
21/11: 6ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, Eng. Velho da Federação/Dique do Tororó, 9h

sábado, 13 de novembro de 2010

ESCOLA SUSTENTÁVEL - CURSO UFOP


                   Pode-se aferir após leitura e análise do Texto Base de Introdução que a educação e a escola são referências na vida em sociedade, sendo estas detentoras de várias missões dentre as quais orientar acerca das mudanças socieambientais ocorridas nos últimos anos, pois perpassa por um processo de ressignificação quanto ao modo e qualidade de vida que temos e deveremos adotar atualmente.
                   Neste sentido, pautados no Plano Nacional sobre Mudança do Clima, nas Diretrizes Curriculares Gerais para Educação Básica e nos trabalhos efetuados por diversos estudiosos do tema dentre os quais Leonardo Boff e Edith Sizoo, nota-se maiores esforços na implementação da busca pela escola como espaço educador sustentável, tomando como elementos balizadores a relação entre espaço escolar, currículo, gestão escolar, comunidade e sustentabilidade.
                   Acredita-se que atráves desta ação possamos todos compreender melhor e assim atuar melhor sobre/com o meio tendo como retorno melhor qualidade de vida e um meio ambiente muito mais saudável.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Que belo poema em forma de canção... lindo, lindo, lindO!

Nalgum Lugar
 Zeca Baleiro

Nalgum lugar em que eu nunca estive
alegremente além

de qualquer experiência
teus olhos tem o seu silêncio
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram
ou que eu não ouso tocar

porque estão 
demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos

nalgum lugar
me abre sempre, pétala por pétala
como a primavera abre, tocando sutilmente,

misteriosamente a sua primeira rosa, 
sua primeira rosa
ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida
nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda parte
nada que eu possa perceber nesse universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade, cuja textura,

compele-me com a cor de teus continentes
restituindo a morte e o sempre cada vez

que respiras
não sei dizer o que há em ti que fecha e abre
só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos
é mais profunda que todas as rosas
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas
...
não sei dizer o que há em ti que fecha e abre
só uma parte de mim compreende que a luz dos teus olhos
é mais profunda que todas as rosas
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas,

ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

CONVERSANDO SOBRE A EAD

Eu e a EAD

                     Compreendo a Educação a Distância (EAD) como uma modalidade de ensino que vem somar à educação dita presencial e semipresencial. Anteriormente falava-se em EAD somente para cursos por correspondência e em clima de desconfiança, depois esta renovou folêgo com os telecursos e atualmente ocupa um espaço considerável nas Instituições de Ensino Superior (IES) - sobretudo em função do uso dos recursos tecnológicos e pedagógicos - auxiliando no processo educacional brasileiro assegurado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação através da Lei 9.394.[1] Porém ainda permanece certa hostilidade, sobretudo junto aos que ainda não possui conhecimento sobre os seus mecanismos e estruturas, atendo-se apenas ao receio de que a figura e a práxis do educador assim como o próprio processo de ensino-aprendizagem sofra transformações negativas.
                    Muitos foram e são os debates, livros e trabalhos produzidos pelos estudiosos e sociedade acerca das vantagens e desvantagens, conceito e estrutura do EAD. Dentre alguns autores mais renomados que tratam dessa temática pode-se citar Levy, Belloni, Moran, Peters.
                   Por conhecer amigos que fizeram e fazem EAD, fui tomada por uma curiosidade em presenciar, sentir de fato, as dificuldades de apreensão do uso das novas tecnológias, de acompanhar os textos e atividades efetuadas resolve vivenciar na prática e por isso aqui estou a fazer o curso de tutoria. Ressalvo que já despertará a curiosidade desde o momento em que abordaram, no período de formação acadêmica, sobre essa nova emergência de paradigma educacional que utilizava das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), o conceito de EAD, seus métodos didático-pedagógicos e em quem condições se encontravam as discussões a respeito da inserção dos novos recursos tecnológicos nos espaços escolares na cidade de Salvador/Bahia através do Projeto Internet 2.
                   Tenho por projeto contribuir para potencializar à compreensão socio-educacional sobre a importância dessa modalidade. Possuo grandes expectativas quanto ao dinâmico enriquecimento histórico, socio-cultural e educacional para a produção de conhecimento sobre as tendências e as estratégias inovadoras para a EAD.


[1] REFERENCIAIS DE QUALIDADE PARA EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA. Brasília: 2007, p.5. Disponivel em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/referenciaisead.pdf> Acesso em: 22 outubro 2010.

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Vôo...

Neste  universo vasto
nem um ponto ou vírgula sei se sou
caminho, faço traços,
rabisco no que ressou.

Somente certeza trago
que tudo não acaba aqui,
nem em mim ou em si,
faço o encontro do Eu Tudo/Nada
princípio do recomeço/fim.

Entre luzes e estradas
sigo em frente indo assim
vou em busca do que nem sei 
e se por descuido saiba
não reconheço se é

Tento o vôo oscilando
ora céu, ora chão
e trago momentos em que
certeza do amor infindo,
infinito e impregnado


Responde o princípio inteligente
que mora interno, aqui,
Sei sou Ouro e tudo posso
Naquele que banha a Luz em mim!

Noly Oliveira

Coincidência ou Providência? Vejamos...


 

 
Uma fatia de cenoura parece um olho humano. A pupila, íris e linhas raiadas são semelhantes ao olho humano... e, a ciência agora mostra que a cenoura fortalece a circulação sanguínea e o funcionamento dos olhos.

Um tomate tem quatro câmaras e é vermelho. O coração é vermelho e têm quatro câmaras. Toda a investigação mostra que o tomate é de fato um puro alimento para o coração e circulação sanguínea.

As uvas crescem em cacho que tem a forma do coração. Cada uva assemelha-se a uma célula sanguínea e toda a investigação hoje em dia mostra que as uvas são também um alimento profundamente vitalizador para o coração e sangue.
 
Uma noz parece um pequeno cérebro, com hemisférios esquerdo e direito, cerebelos superiores e inferiores. Até as rugas e folhos de uma noz são semelhantes ao neo-córtex. Agora sabemos que as nozes ajudam a desenvolver mais de 3 dúzias de neurotransmissores para o funcionamento do cérebro.

 
Os feijões realmente curam e ajudam a manter a função renal, são exatamente idênticos aos rins humanos.

 
O aipo, bok choy, ruibarbo e outros são idênticos a ossos.
Estes alimentos atingem especificamente a força dos ossos. Os ossos são compostos por 23% de sódio e estes alimentos têm 23% de sódio. Se não tiver sódio suficiente na sua dieta o organismo retira sódio dos ossos, deixando-os fracos. Estes alimentos reabastecem as necessidades do esqueleto.

 
Berinjelas, abacates e pêras ajudam à saúde e funcionamento do ventre e do cervix feminino – eles são parecidos com estes órgãos. Atualmente a investigação mostra que quando uma mulher come um abacate por semana, equilibra as hormônios, não acumula gordura indesejada na gravidez e previne cancer cervicais.
E que profundo é isto?... Demora exatamente 9 meses para um cultivar um abacate de flor a fruta. Existem mais de 14 000 componentes químicos fotolíticos em cada um destes alimentos (a ciência moderna apenas estudou e nomeou cerca de 141).
Figos estão cheios de sementes estão pendurados aos pares quando crescem. Os figos aumentam a mobilidade e aumentam os números do esperma masculino, assim como ajudam a ultrapassar a esterilidade masculina.

As batatas doces são idênticas ao pâncreas e de fato equilibram o índice glicêmico de diabéticos.

Azeitonas ajudam a saúde e funcionamento dos ovários.
 
Tangerinas, laranjas e outros citrinos assemelham-se às glândulas mamárias femininas e realmente ajudam à saúde das mamas e à circulação linfática, dentro e fora das mamas.
As cebolas parecem células do corpo. A investigação atual mostra que a cebola ajuda a limpar materiais excedentes de todas as células corporais. Até produzem lágrimas que lavam as camadas epiteliais dos olhos...


Merece ou não a nossa reflexão? 


De uma coisa tenho certeza: nada é por acaso e o tudo tem um propósito para o Pai.


G Bjs queridos.